POÉTICA E SENSUALIDADE


Busca Insólita...

Busca insólita

 
Fiquei quieta com meu corpo pairando no ar como se uma
delicada rosa desabrochasse em mim. O coração que já
era vermelho - tornou-me mais intensamente sensualidade.
Ninguém soube desse segredo, e em 1000 dias vividos ainda
não encontrei o homem que mais ousado não temesse me
amar com paixão desmedida.
A cada amanhecer o silêncio cresce, o desejo se espalha
pelo ar e os pretensos amantes se amontoam num canto
invisivel do mundo.
                     Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 14h14
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Pele de Tapuia...

"...És e serás infinito - como a brisa que bate no rosto no caminhar

diário a beira mar.À noite quando me deito - imagino num sussurro

de olhos fechados os encontros, os enganos, e a saudade que sinto

de ti. Vejo-te dormindo no meu silêncio da penumbra do

quarto de quatro paredes. É como se tu fosses uma sombra

da minha, um homem cansado de tanta lida - de tanta luta.

Eu te amo assim em meus lençóis todas as noites, mesmo que

não me vejas. Acarinho-te em pensamentos e com o desejo

latente na pele que um dia provastes."

 Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 12h01
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Àgua Viva e Sangue...

Quando uma mulher se transforma em passado de um homem- a

 escuridão dentro do imaginário condiciona ao esqueciemnto da

essencialidade da amizade. Uma mulher também sonha em ser poética.

Onde jamais deseja sair. A imaginação constrói monstros e um temor

de não se conseguir domínio absoluto do desejo.

Lembro a mim mesma que cedi aos teus desejos e te dê todos

os privilégios da cama e creio que não foi apenas uma simples

atração - essa atração fútil e ligeira filha da sedução e do prazer;

Aquela que a sociedade moderna chama de "tesão" - sem grandes

escrúpulos. Inspirastes ao amor verdadeiro. Estou tão fatigada de

coraçoes despadaçados. Sinto frio debaixo do cobertor. E meu

espantado olhar dissocia-se com a Poesia --que ainda pulsa em

minha pele. Descobri --que ainda DESEJO enquanto espero.

Sou água Viva  e Sangue...

Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 11h19
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A Ex...

A paixão que Você (*) um dia jurou

sentir por mim - tão depressa despedaçou

nas rochas e no mar. Netuno ficou a rir da

minha ilusão.

Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 10h51
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Imaginário...

QUANDO ESTOU ACREDITANDO QUE NÃO

HÁ MAIS PAIXÃO EM ESCREVER...EIS

QUE SURGE DO NADA UM SONHO,

DESEJOS DO MEU IMAGINÁRIO.

  Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 10h25
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Felina...

Meu corpo arde - sobre o efeito de um desejo. É a
 solidão na cama enluarada a me castigar. Todos os
movimentos tornam-se vagarosamente de luxúria.
Acaricio-me com uma felina preguiça, brinco com
meu sexo - ...a rosa abre-se ao contato dos meus
dedos entre os lábios da vulva, e com a outra mão
sobre o seio do lado do coração, sigo desenhando
círculos no bico intumescido...
   F.Pessoa


Escrito por Poética às 01h19
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Viagem...

 

Ardores de " voglio succhiare il cazzo",

desejo imenso de sentir o gosto da tua boca forçando
meu sexo   até abri-lo - escancára-lo ensanguentando-o
de tua saliva. Enquanto eu percorro via láctea do teu
falo. 


Escrito por Poética às 01h11
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Ousadias...

Lavas de vulcão...empurras nas profundezas

das minhas entranhas- grito e peço mais.

O corpo ardente clama por paixão --libertando

todos os desejos incontidos...

Ama-me satisfazendo todas as desvairadas

fantasias e gravando na pele de loba

as marcas de todas as ousadias...

 



Escrito por Poética às 23h26
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Fera e Presa...

 
...
Corpo suado sobre a cama redonda, refletido no espelho do teto... me
despertou do langor... quem foi o deus que me levou para ali?
A tua voz me dizendo ao ouvido... champagne??? me trouxe à tona...
Nós estávamos ali... logo, fora real... a tua mão descendo pelas minhas
 coxas, impregnou-se do meu cheiro de maresia... vi quando a
levaste á boca chupando os dedos e bebendo do champagne...
Nossos encontros proibidos... nossa ânsia desenfreada, nosso prazer
mútuo!
Corpos em festa. Suados depois da dança de Lobos.
Há quanto tempo já estávamos ali, nós que nem sempre
dispúnhamos de tantas horas paralelamente... corridas.
Com o meu gosto em tua boca... senti o teu beijo.
O teu corpo sobre o meu... as minhas mãos sobre o teu corpo, as
tuas mãos em meu corpo.
Os teus dedos, a tua língua, o teu sexo... onde os escondi? ( rindo...).
As minhas mãos seguem o mapa da mina... onde o tesouro? Segundo
as lendas, sempre em algum poço secreto.... o teu corpo em
movimento sorrateiro, faz com que as minhas mãos percam a
trilha desbravada... trilha selvagem.
Sinto a tua mordida no meu peito... qual lobo faminto, tu me
sorves... eu te alimento e nutro... te agiganto e tu me possuis...
Selvagem selvageria...
Minhas entranhas em brasa recebem a tua lança em fogo... ritual
satânico... bacanal divino.
Eu gemo. tu uivas...
Fera e presa... onde nos misturamos?
Se minhas mãos reencontram a trilha perdida... onde o tesouro...
A rota do poço?
Os dedos em dança orgástica encontram o segredo.... tu me
mordes ... o macho recusa... o prazer implora... eu te possuo...
Eu triunfo... tu exultas.
Mas... a sapiência do meu corpo te permite o triunfo... eu prefiro
exultar e... docilmente... me deixo ser penetrada pelo ferro em
brasa no meu mais recôndito segredo... tu triunfas, eu vibro e
gemo e grito e quero que me possuas com mais audácia... com
mais ousadia… da tua lava quente eu escorro em rio... sucumbimos
um ao outro?
Atingimos o limite das águas... agonia e êxtase?
Gozo.
Orgasmo.
Sexo.
 E...hoje silêncio.
 Poétic@        


Escrito por Poética às 22h09
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Desejo latejante...

 

Ah! Desejo que lateja, com maior intensidade a cada dia que se vai,

como se cada pôr-do-sol, tivesse quer morrer e nascer novamente na

esperança de chegar o momento do prazer que me faz tão bem.

Minha vida é preenchida de sonhos poéticos, os quais se metabolizam

com o erotismo que emana de tua pele trigueira, és meigo, sensual e

há um ar de mistério quando falas.

Ainda bem que me despertastes, homem querido, a tempo, meu

caminho é o teu.

Vou a tua direção, e não importa que seja em segredo, pois nem

 todos entendem...

Os bons e rotulados de morais, chamam-me de destruidora da moral .

Acham meus contos poéticos, imorais.

Vês?Vivo uma hora absurda, sigo novas sendas –enfastiei-me de

linguagens antigas, caminho de sandália nova – meus pés teimam

em não usar solas gastas.

A paixão por Ti – Senhor Desejo – é impaciente, urge toda ela ser

 derramada em torrentes.

 Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 18h34
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Desejos Proibidos

Na primeira vez voei por lugares

nunca dantes navegados. O tesão

foi satisfeito - mas meu corpo ficou

viciado. E quer mais...

Tranquilo é meu semblante - quem

adivinharia que oculta Desejos

Proibidos?

 Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 11h28
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Eternidade...

Demasiado tempo esqueci que

serei um dia poeira ínfima,

água límpida da gota de chuva

caida na terra seca.

 Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 10h48
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Perdida...

Perdida dentro de mim,não sei para
onde ir
Sigo à estrada do nada como uma
louca peregrina errante
Busco-te em cada alvorecer
Desencanto-me em cada anoitecer
Mesmo assim ,ainda te espero e
te quero!
               Fátima Pessoa



Escrito por Poética às 00h43
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DUAS MULHERES

Sonhei que dividia-me em duas : uma totalmente má e a outra totalmente boa.
A má ensinava a boazinha a ser forte, indomável e obstinada. A boazinha
mostrava a má o encanto de ser atemporal e superpovoada de sentidos,
 uma aprendiz que  se destrói e se reconstrói, caminhos que se descobrem,
se  abrem, se bifurcam e nunca são iguais. Mostra  a sua natureza mágica,
lúdica de ser quase perfeita. Por que perfeição é utopia.
 
Em geral temos uma noção muito confusa do amor. Normalmente /
nomeamos de amor a paixão e o apego, que é o que se torna ódio
quando um relacionamento termina. A paixão precisa do incêndio,
da exposição, de um alimentar constante como uma fornalha que
gera energia em uma máquina.
A mulher  confusa que vejo no espelho reflete aquilo que me fez sofrer
um dia- caminho que nem deveria ter considerado. Porém
foi meu mestre,  me fazendo aprendiz.
No real cotidiano passei a entender a morte quando vibrei os primeiros
gemidos de prazer, e senti a chuva caindo na terra seca, os meus
átomos dilatando-se nos orgasmos me fez lembrar que estava viva...
Era verbo se transformando em  Carne.
Deu-me aquela vontade louca de escrever sobre meu imaginário,
mas deparei-me com um mundo colonizado por palavras!
Visão de gestos banais- como de jogar o lixo numa lata na rua,
onde passam pessoas que Você jamais saberá a história. Gosto
de ficar na janela olhando para elas e tentando lhes sorrir, mas
elas parecem tão impessoais, e esse meu "eu poético-lírico"
parece não ter serventia para nada. As pessoas se preocupam
 com as noticias do mundo como guerras, cotação cambial e
com as celebridades mundiais.


Escrito por Poética às 00h37
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Desejo de Amar...

 
Madrugada, e a Senhora Solidão não conseguira adormecer.
- Não sabes o que queres - teria sido  a leitura que o Senhor Desejo fizera da  Senhora Solidão!
Bem, pensara ela, os homens quando não satisfeitos à sua condição, determinam a pontuação
de uma mulher, objeto de sua sensualidade, fantasia e satisfação.
Ela teria um valor real, ocupando todo um espaço emocional e sexual do Senhor Desejo?...ainda
não sabia, talvez um dia...
Esperava...continuaria pacientemente a esperar, numa espera prazeirosa, por puro prazer, que
algo bom duradouro fosse construído, se libertar do medo de não amar (...pior do que o medo
de não ser amada !...) mas até alí era presentimento, apenas um toque de intuição...se os
momentos de abandono se sucediam era porque algo cego, urgente, inapelável tomava-lhe 
seu centro de mulher, a deixando louca de tesão, sobretudo quando Ele a tocava...ela sentia
tantas saudades...
---,poderia amá-lo, fazendo-o cair numa longa e colorida onda de gozo...gostaria..., mas
não como uma mulher cedida, fácil, ele a queria , ela precisava-o seguro, romântico, cúmplice
e intenso...
Para que ele pudesse não apenas dizer, mas sentir sem medo- saudades dela- palpitante e
feliz, viver sobre si mesmo...
Com estes pensamentos...despira-se, no quarto sob a cama, seu corpo pesava-lhe, fechava
os olhos e uma sensação de desejo...olhou o homem, objeto de sua paixão, e mesmo sem vê-lo,
sentia o sangue atravessar grosso por suas veias, como  deve sentir uma loba quando no cio...,
 estaria abrindo passagem para a luxúria?
Fechou a luz e apertou os cílios entreabrindo os lábios úmidos, como uma fêmea bêbada,
a frescura da noite viera-lhe visitar, acariciou o sensível do corpo quente em busca de um
domador...A boca dele a beijara, acariciara-lhe os seios  bonitos e macios, olhou-o sem vê-lo,
apenas a pensar...respirava , agora, sufocada pelo desejo- durante o dia- pensamentos
sensuais- seu corpo tão puro que virava emoção, respirava tão mal como se o ar estivesse -lhe
 fazendo mal...
Naquele quadro tornou-se dolorosa e pesada, sem saciez ...essa falta resultou em silêncio e
solidão, a fragilidade avançando, sentiu seu rosto molhado, sua sede inundou seu corpo d'água,
grossas  lágrimas...
Por Deus, estaria , quem sabe, fazendo disto mais do que desejo - seria amor?
Chorou livremente...como se este fosse o remédio.
Voltou às suas antigas proporções...o vento uivou além das janelas dos arranha-céus,
embalando-a a um sono sem aviso.
                 Fátima Pessoa


Escrito por Poética às 00h24
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Meu perfil
BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, JARDIM CIDADE UNIVERSITARIA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Cinema, Teatro, Praia
MSN - fpessoa9@hotmail.com
Histórico
  15/01/2006 a 21/01/2006
  08/01/2006 a 14/01/2006
  01/01/2006 a 07/01/2006


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